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Hiroshima e o Milagre do Rosário — Quando a Fé Se Tornou Fato

No dia 6 de agosto de 1945, às 8h15 da manhã, o mundo testemunhou uma das maiores tragédias da história moderna: a explosão da primeira bomba atômica sobre Hiroshima, no Japão. Em instantes, a cidade foi envolvida por uma luz ofuscante e uma onda de calor capaz de consumir tudo a quilômetros de distância. Cerca de 140.000 pessoas morreram imediatamente ou nos dias seguintes, enquanto milhares de outras sofreriam as consequências da radiação ao longo dos anos.

Em meio a esse cenário de devastação, um fato extraordinário chamou a atenção: quatro padres jesuítas que viviam a menos de um quilômetro do epicentro saíram ilesos, sem ferimentos graves nem qualquer sintoma de contaminação pela radiação. Anos mais tarde, eles reconheceriam: foi um milagre operado pelo Santo Rosário.

Os Quatro Sacerdotes e a Casa que Permaneceu de Pé

Os jesuítas — Padre Hubert Schiffer, Padre Hugo Lassalle, Padre Wilhelm Kleinsorge e Padre Hubert Cieslik — residiam na Casa da Missão de Hiroshima, uma pequena construção conhecida como Igreja da Assunção. A distância de sua residência até o ponto de impacto era de apenas oito quarteirões, ou seja, menos de um quilômetro.

Naquela manhã, uma luz mais brilhante do que mil sóis cobriu a cidade. Tudo ao redor foi reduzido a escombros e cinzas. Mas a casa dos sacerdotes permaneceu de pé, por obra de Deus. Eles não apenas sobreviveram: conservaram o juízo perfeito, saíram às ruas para socorrer os feridos, e não sofreram queimaduras fatais nem doenças relacionadas à radiação ao longo de toda a vida.

«Rezávamos o Santo Rosário Todos os Dias»

O Padre Hubert Schiffer, que viveria mais de trinta anos após o acontecimento, assim testemunhou em inúmeras palestras:

«Encontrava-me em Hiroshima naquele dia terrível. Vi a explosão e senti a onda de calor. Contudo, eu e meus companheiros não sofremos nenhum mal. Isto não foi acaso. Rezávamos o Santo Rosário todos os dias, fiéis ao pedido de Nossa Senhora de Fátima. Sabíamos que Ela nos protegia.»

Não se limitavam a rezar: viviam uma vida profundamente eucarística, plenamente consagrados ao Imaculado Coração de Maria, em perfeita sintonia com as instruções que a Santíssima Virgem havia deixado em Fátima, em 1917.

A Mensagem de Fátima e a Arma Espiritual

Em Fátima, vinte e oito anos antes do bombardeio, a Virgem Maria havia pedido:

«Rezai o Santo Rosário todos os dias, para obter a paz e o fim da guerra.»

É impossível não reconhecer a ligação entre este pedido e o fato de que, precisamente na cidade símbolo da destruição bélica, uma comunidade fiel ao Rosário foi preservada como que por milagre em meio à ruína geral.

A Ciência Estudou, Mas Não Conseguiu Explicar

Após o bombardeio, médicos e físicos dos Estados Unidos e do Japão examinaram os quatro sacerdotes em diversas ocasiões. Estatisticamente, a probabilidade de sobrevivência àquela distância era praticamente nula; e a radiação recebida deveria ter provocado câncer em pouco tempo. Contudo, nenhum exame jamais revelou dano orgânico significativo.

O físico Stephen Rinehart, especialista designado pelo governo dos Estados Unidos, declarou:

«Cientificamente, estes homens deveriam estar mortos. Não existe explicação que justifique o que aconteceu.»

Para a ciência, permaneceu «inexplicável». Para a fé, foi um milagre evidente. O Meu Imaculado Coração Triunfará!

Testemunho do Padre Hubert Schiffer — Um dos Sobreviventes do Milagre de Hiroshima

«De repente, uma explosão terrível encheu o ar com um ribombo ensurdecedor. Uma força invisível ergueu-me da cadeira, arremessou-me pelo ar, sacudiu-me, golpeou-me e girou-me como uma folha levada pelo vento de outono.»

Assim descrevia o Padre Hubert Schiffer o instante em que a bomba atômica explodiu sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Encontrava-se ele na residência dos jesuítas, a menos de um quilômetro do centro da explosão.

Ao recobrar os sentidos, relatou:

«O que me lembro em seguida é de ter aberto os olhos e estar deitado no chão. Olhei ao redor e vi que a estação ferroviária e todos os edifícios, em qualquer direção que se olhasse, haviam sido arrasados. A única coisa que senti foi um pequeno pedaço de vidro encravado na parte posterior do pescoço. Fora isso, não sofri qualquer dano físico.»

Ao longo de mais de trinta anos, foi submetido a mais de duzentos exames médicos, tanto no Japão quanto nos Estados Unidos — pois os médicos esperavam que viesse a contrair doenças graves por efeito da radiação. Os resultados, porém, foram sempre os mesmos e espantosos:

«Nunca contraí qualquer doença relacionada à radiação, nem qualquer enfermidade de efeito tardio.»

Sempre que lhe perguntavam por que acreditava terem sido poupados, respondia sem hesitar:

«Cremos que sobrevivemos porque vivíamos a mensagem de Fátima. Rezávamos o Santo Rosário todos os dias, naquela casa.»

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por Maria!