As aparições da Virgem de Fátima, ocorridas em 1917 na Cova da Iria, em Portugal, constituem um dos acontecimentos marianos de maior significação na história recente da Igreja. A Santíssima Virgem Maria manifestou-se a três humildes pastorzinhos — Lúcia dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto — confiando-lhes uma mensagem de oração, penitência e conversão, num contexto marcado pela Primeira Guerra Mundial e pelo avanço de ideologias contrárias à fé cristã. O chamado «Milagre do Sol», presenciado em 13 de outubro por dezenas de milhares de pessoas, confirmou a autenticidade dessas revelações e abriu um caminho fecundo de renovação espiritual para o Povo de Deus.
Os Sumos Pontífices sublinharam com particular ênfase a sua importância: Pio XII consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1942, afirmando que de Fátima brotava um apelo providencial à paz. Paulo VI, na sua peregrinação do cinquentenário, em 1967, recordou que a mensagem de Fátima é um convite permanente à oração confiante e à penitência sincera. São João Paulo II, após sobreviver ao atentado de 13 de maio de 1981, reconheceu publicamente a proteção maternal da Virgem de Fátima e declarou: «Uma mão disparou e outra guiou a bala», depositando posteriormente o projétil na coroa da imagem peregrina. Bento XVI assinalou em 2010 que «as mensagens de Fátima são mais atuais do que nunca», pois chamam incessantemente a Igreja à conversão do coração e à esperança firme em Cristo.
Toda aparição mariana se insere na economia da salvação com um único fim: conduzir-nos a Jesus Cristo, Palavra eterna do Pai. A mensagem de Fátima não acrescenta revelação nova ao depósito da fé; antes, reaviva com força profética o Evangelho já transmitido à Igreja, mostrando-nos o caminho seguro que conduz ao Coração de seu Filho. É um caminho alicerçado na fidelidade inabalável à Palavra de Deus e na generosidade sem reservas daqueles que a acolhem e a põem em prática, mediante a oração assídua, o sacrifício oferecido com amor e a penitência que purifica, reconcilia e atrai a misericórdia sobre o mundo.
A seguir, iremos desdobrar cada uma das aparições, para contemplar passo a passo como Maria, nossa Mãe, nos traça este caminho de retorno e de salvação, vivendo o Evangelho com radicalidade e amor.
Primeira aparição
No Dia 13 de maio de 1917. Estando a brincar com Jacinta e Francisco em cima da encosta da Cova da Iria, fazendo uma parede ao redor de uma moita, vimos, de repente, como um relâmpago. — É melhor irmos agora para casa — disse eu aos meus primos —, há relâmpagos; pode vir tempestade. E começámos a descer a ladeira, levando as ovelhas em direção ao caminho. Ao chegar mais ou menos à metade da ladeira, muito perto de uma grande azinheira que ali havia, vimos outro relâmpago; e, dados alguns passos mais adiante, vimos sobre uma carrasqueira uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, irradiando uma luz mais clara e intensa que um vaso de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Detivemo-nos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto que ficávamos dentro da luz que a cercava, ou que Ela irradiava. Talvez a um metro e meio de distância, mais ou menos. Então Nossa Senhora nos disse: — Não tenhais medo. Não vos vou fazer mal. — De onde é Vós? — perguntei. — Sou do Céu. — E o que é que Vós quereis? — Venho pedir-vos que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei aqui ainda uma sétima vez. (Esta «sétima vez» já aconteceu na manhã do dia 15 de junho de 1921, quando Lúcia se despedia da Cova da Iria. Tratava-se de uma aparição particular e pessoal). — E eu, também vou para o Céu? — Sim, vais. — E Jacinta? — Também. — E Francisco? — Também; mas tem que rezar muitos Rosários.
Então lembrei-me de perguntar por duas raparigas que tinham morrido havia pouco. Eram amigas minhas e iam à minha casa aprender a tecer com a minha irmã mais velha. — Maria das Neves já está no Céu? — Sim, está. (Parece-me que devia ter uns dezasseis anos). — E Amélia? — Estará no Purgatório até ao fim do mundo. (Parece-me que devia ter dezoito a vinte anos).
— Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores? — Sim, queremos. — Tereis, pois, muito que sofrer, mas a graça de Deus será a vossa fortaleza.
Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa como um reflexo que delas se irradiava, que nos penetrava no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente do que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo, também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente: «Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento».
Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou: — Rezai o Rosário todos os dias, para alcançar a paz para o mundo e o fim da guerra.
Em seguida começou a elevar-se suavemente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidão da lonjura. A luz que a rodeava ia como abrindo caminho na abóbada dos astros, motivo pelo qual alguma vez dissemos que tínhamos visto abrir-se o Céu.
Segunda Aparição
No dia 13 de junho de 1917. Depois de rezar o Rosário com Jacinta e Francisco e com as pessoas que ali se encontravam, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava — a que chamávamos relâmpago — e, em seguida, Nossa Senhora sobre a azinheira, exatamente como em maio.
— O que desejais de mim? — perguntei.
— Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem; que rezeis o Rosário todos os dias e que aprendais a ler. Depois vos direi o que quero.
Pedi a cura de um doente.
— Se ele se converter, será curado dentro deste ano.
— Queria pedir-Vos que nos levásseis ao Céu.
— Sim; levarei Jacinta e Francisco em breve. Mas tu ficarás aqui por mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para dar-Me a conhecer e a amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e essas almas serão amadas por Deus, como flores colocadas por Mim para adornar o Seu Trono.
— Ficarei aqui sozinha? — perguntei, com tristeza.
— Não, minha filha. E se sofreres muito, não te desanimes. Eu jamais te abandonarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.
Foi no momento em que proferiu estas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo daquela luz imensa. Nela nos víamos como que imersos em Deus. Jacinta e Francisco pareciam estar na parte da luz que se elevava ao Céu, e eu, na parte que se espalhava sobre a terra. Diante da palma da mão direita de Nossa Senhora, avistei um coração cercado de espinhos que pareciam estar cravados nele. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da Humanidade, que pedia reparação.
Terceira Aparição
No dia 13 de julho de 1917. — Momentos depois de termos chegado à Cova da Iria, junto à carrasqueira, entre uma numerosa multidão, estando a rezar o Rosário, vimos o resplendor da costumeira luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
— O que desejais de mim? — perguntei.
— Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem; que continueis a rezar o Rosário todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra; pois só Ela o pode alcançar.
— Queria pedir-Vos que me dissésseis quem sois, e que fizésseis um milagre, para que todos creiam que Vos apareceis.
— Continuai a vir aqui todos os meses. Em outubro direi quem sou, o que desejo, e farei um milagre que todos hão de ver, para que creiam.
Neste ponto, fiz alguns pedidos de que não me recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse ser preciso rezar o Rosário, para alcançar esses pedidos, durante este ano. E prosseguiu:
— Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes — especialmente quando oferecerdes algum sacrifício —: «Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria».
Ao proferir estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como fizera nos meses anteriores. O reflexo pareceu penetrar a terra, e vimos algo semelhante a um mar de fogo. Nesse fogo, mergulhadas, vimos almas e demônios: como brasas transparentes, de cor escura ou bronzeada, com forma humana, que flutuavam naquele incêndio, levadas pelas chamas que delas próprias se desprendiam, entre nuvens de fumaça que por toda a parte caíam — semelhantes às fagulhas que despontam nos grandes incêndios —, sem peso nem equilíbrio, em meio a gritos e gemidos de dor e desespero, que nos horrorizavam e faziam estremecer de pavor. (Foi certamente ao ver isto que soltei aquele «Ai!» que dizem ter ouvido de mim). Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e repugnantes, semelhantes a animais espantosos e desconhecidos, embora transparentes como carvões em brasa.
Tomados de assombro, e como que buscando auxílio, erguemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos disse, com bondade mas também com tristeza:
— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se cumprirdes o que Eu vos ordeno, muitas almas se salvarão e haverá paz. A guerra está prestes a terminar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, durante o pontificado de Pio XI terá início outra guerra, ainda mais grave. Quando virdes uma noite iluminada por um brilho estranho, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que está para castigar o mundo por seus crimes, por meio de guerras, de fome e de perseguições contra a Igreja e o Santo Padre.
Para evitar isso, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora dos primeiros sábados. Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia converter-se-á e haverá paz; se não, seus erros se espalharão pelo mundo, provocando guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, e diversas nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo um período de paz. Em Portugal, conservar-se-á sempre a integridade da Fé, e assim por diante. A ninguém reveleis isto. A Francisco, porém, podeis dizer-lhe.
Ao recitardes o Rosário, acrescentai, depois de cada mistério:
«Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas ao Céu, especialmente as que mais necessitam».
Após breve silêncio, perguntei:
— Não desejais mais nada de mim?
— Não. Hoje nada mais desejo de ti.
E, como de costume, começou a elevar-se suavemente em direção ao nascente, até desaparecer na imensa lonjura do firmamento.
Quarta Aparição
No dia 13 de agosto deveria ter ocorrido a quarta aparição, mas as crianças, levadas à força pelo Administrador Municipal, não puderam comparecer ao encontro. Ele as conduziu a Vila Nova de Ourém, com a intenção de obrigá-las a revelar o segredo, e manteve-as presas por três dias — ora na administração, ora na cadeia municipal, levadas de um lugar a outro… Ofereceu-lhes presentes valiosos em troca de que lhes revelassem o segredo. Os pequenos videntes responderam:
— Não o diremos por nada deste mundo.
Encerraram-nos na prisão. Os outros presos aconselharam-nos:
— Contai ao Senhor Administrador esse segredo. Que vos importa se essa Senhora não o quiser?
— De forma alguma! — respondeu Jacinta com firmeza — Antes quero morrer.
E os três pastorinhos rezaram o Rosário com aqueles homens, diante de uma medalha de Jacinta pendurada na parede. O Administrador, com o fim de os amedrontar, mandou preparar uma caldeira de azeite e ameaçou assá-los vivos se não obedecessem às suas ordens. Mas as crianças, pensando que falava a sério, permaneceram firmes e nada revelaram. No dia 15, festa de Nossa Senhora da Assunção, foram finalmente conduzidas de volta a Fátima.
No dia 19 de agosto de 1917. — Estando com as ovelhas, acompanhada de Francisco e do seu irmão João, num lugar chamado Valinhos, sentimos que algo sobrenatural se aproximava e nos envolvia; supondo que Nossa Senhora nos viesse aparecer, e sentindo pena de que Jacinta ficasse sem a ver, pedimos ao seu irmão João que fosse chamá-la. Como ele não quisesse ir, ofereci-lhe vinte réis, e ele foi correndo.
Entretanto, vi com Francisco o reflexo da luz que chamávamos relâmpago; e, tendo Jacinta chegado momentos depois, vimos Nossa Senhora sobre uma azinheira.
— O que desejais de mim? — perguntei.
— Desejo que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13 e a rezar o Rosário todos os dias. No último mês, farei um milagre, para que todos creiam.
— O que desejais que se faça com o dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?
— Que se façam duas andores: uma, levarás tu, acompanhada de Jacinta e de duas meninas vestidas de branco; a outra, será levada por Francisco e por três meninos. O produto das andores será aplicado nas festas de Nossa Senhora do Rosário; e o que sobrar servirá para ajudar na construção de uma capela que ali devem erigir.
— Gostaria de Vos pedir a cura de alguns doentes.
— Sim; a alguns deles concederei a cura, ainda dentro deste ano.
E, assumindo um semblante mais sério, acrescentou:
— Rezai, rezai muito e oferecei sacrifícios pelos pecadores; pois muitas almas vão ao inferno, por não haver quem se sacrifique e interceda por elas.
E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente.
Quinta Aparição
Dia 13 de setembro de 1917. — Ao aproximar-se a hora, dirigi-me até lá com Jacinta e Francisco, no meio de uma multidão que mal nos deixava caminhar. Os caminhos estavam repletos de gente. Todos desejavam ver-nos e falar conosco. Não havia ali distinção de pessoas. Inúmeras pessoas, inclusive senhoras e senhores, conseguindo abrir caminho por entre a multidão que nos rodeava, ajoelhavam-se diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas súplicas e necessidades. Outros, sem conseguirem aproximar-se, clamavam de longe: — Pelo amor de Deus! Peçam a Nossa Senhora que cure o meu filho doente! Outros diziam: — Que cure o meu filho, que é cego! — E o meu, que é surdo! — Que me devolva o meu marido! — O meu filho, que está na guerra! — Que converta um pecador! — Que me conceda saúde, pois sou portador de tuberculose! E assim por diante…
Ali se revelavam todas as misérias da humanidade. Alguns gritavam do alto das árvores e dos muros, para onde subiam a fim de nos ver passar. Respondendo afirmativamente a uns e estendendo a mão a outros para ajudá-los a levantar-se, íamos avançando, graças a algumas pessoas que nos abriam caminho por entre a multidão.
Chegamos, por fim, à Cova da Iria, junto à azinheira, e começamos a rezar o Rosário com o povo. Pouco depois, vimos o brilho da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a azinheira.
— Continuai a rezar o Rosário, para alcançar o fim da guerra. Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, e São José com o Menino Jesus, para abençoar o mundo. Deus se agrada dos vossos sacrifícios; contudo, não quereis usar a corda para dormir; usai-a apenas durante o dia.
— Pediram-me para suplicar-vos muitas graças: a cura de vários doentes, inclusive de um surdo-mudo.
— Sim, a alguns concedo a cura; a outros, não. Em outubro realizarei o milagre, para que todos creiam.
E, começando a erguer-se, desapareceu do nosso meio, como era habitual.
Sexta Aparição
No dia 13 de outubro de 1917. — Saímos de casa bastante cedo, prevendo as demoras do caminho. O povo se reuniu em multidão imensa. Caía uma chuva torrencial. Minha mãe, temendo que fosse este o último dia da minha vida e com o coração angustiado pela incerteza do que haveria de suceder, quis acompanhar-me. Pelo caminho repetiam-se as cenas do mês anterior, ainda mais numerosas e comoventes. Nem a lama dos caminhos impediu aquela gente de se ajoelhar, na atitude mais humilde e suplicante.
Chegados à Cova da Iria, junto à azinheira, impelida por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o Rosário. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a azinheira.
— O que desejais de mim? — perguntei.
— Quero que se construa aqui uma capela em Minha honra; pois Eu sou a Senhora do Rosário. Continuai a rezar o Rosário todos os dias. A guerra em breve terminará e os soldados voltarão em breve aos seus lares.
— Tinha muitos pedidos a Vos fazer: se curáveis alguns doentes e se convertíeis alguns pecadores, entre outros…
— A uns, sim; a outros, não. É preciso que se emendem e peçam perdão pelos seus pecados.
E, assumindo um semblante mais triste, acrescentou:
— Não ofendais mais a Deus Nosso Senhor, que já está profundamente ofendido.
Ao abrir as mãos, fez resplandecer a luz no sol. E, à medida que se elevava, o reflexo da Sua luz continuava a projetar-se no astro. Foi por isso que exclamei para que todos olhassem para o sol. Não foi com o fim de chamar a atenção do povo para ele, pois nem sequer me dava conta do que ocorria. Fiz-o unicamente impelida por um movimento interior que a isso me conduzia.
Desaparecida Nossa Senhora na imensa lonjura do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus e Nossa Senhora vestida de branco, com manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o mundo, fazendo com a mão o sinal da Cruz.
Pouco depois, ao desvanecer-se essa visão, vimos Nosso Senhor e Nossa Senhora — que me pareceu ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor abençoava o mundo do mesmo modo que fizera São José.
E, por fim, pareceu-me ver ainda Nossa Senhora, com o aspecto de Nossa Senhora do Carmo.
Eis aqui a história das Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, no ano de 1917.